Squad de TI
O que é um squad de TI e quando faz sentido contratar um
Entenda o que é um squad de TI, o que ele entrega além de um profissional isolado e quando reforçar a equipe própria da área de TI com um time externo.
O que é um squad de TI
Um squad de TI é um time pequeno e multidisciplinar que trabalha de forma contínua sobre uma fila de demandas e entra ao lado da equipe da área para aumentar a capacidade de entrega.
O mesmo arranjo também é chamado de squad de desenvolvimento.
O squad resolve falta de capacidade, não falta de produto.
O nome vem das práticas ágeis, e por isso costuma ser confundido com metodologia. São coisas diferentes. Metodologia é a forma de organizar o trabalho: ciclos, reuniões de planejamento, revisões. O squad é o time que faz o trabalho andar.
Uma área pode ter todas as cerimônias no calendário e, mesmo assim, ver a fila crescer, porque não há gente suficiente para executar o que foi priorizado. Ritual sem capacidade vira reunião sobre o que ficou parado.
O que define um squad é outra coisa:
- Continuidade. O time trabalha sobre a fila ao longo do tempo, e não sobre uma entrega única.
- Perfis que se completam. Cada pessoa cobre uma parte do caminho entre o pedido e a entrega em produção.
- Coordenação definida. Está combinado quem organiza o trabalho, distribui as tarefas e responde pela qualidade técnica: o fornecedor, no squad completo, ou a gestão da área, na alocação de profissionais.
O que um squad de TI entrega que um profissional isolado não entrega
Contratar um desenvolvedor a mais parece o jeito mais simples de acelerar a fila. Às vezes resolve. Muitas vezes, só muda o gargalo de lugar.
Uma demanda de sistema passa por várias etapas antes de chegar ao usuário: entender o pedido, desenhar a solução, escrever o código, testar, publicar e acompanhar. Um profissional sozinho cobre bem uma ou duas dessas etapas. As outras continuam dependendo de uma equipe que já estava sem fôlego.
Um squad chega com o caminho inteiro coberto:
- Desenvolvimento, no front-end e no back-end, para construir o que foi pedido.
- QA, para encontrar o defeito antes do usuário.
- DevOps, para que a entrega chegue à produção sem depender de um processo manual e arriscado.
- Produto e design, para transformar pedido solto em requisito claro e em tela que o usuário entende sem treinamento.
Nem toda demanda precisa de todos os perfis. O ponto é que os perfis são escolhidos juntos, olhando para a fila, e não somados um a um conforme a urgência da semana.
Além dos perfis, o squad traz o que mantém o trabalho de pé com o tempo:
- Coordenação técnica. No squad completo, uma pessoa do time responde pelas decisões de arquitetura e pela organização do dia a dia, e a equipe da área não precisa gerenciar cada tarefa.
- Revisão de código. O código passa pela leitura de outra pessoa do time antes de ir para produção. É isso que impede a pressa de hoje de virar o retrabalho de amanhã.
- Ritmo de ciclos. A cada ciclo curto, a área vê o que ficou pronto e decide o que vem em seguida.
- Documentação. O que o time constrói fica registrado, para que outra pessoa consiga entender e manter.
Squad e equipe própria: complemento, não substituto
Um time de TI terceirizado não deveria ocupar o lugar da equipe da área. Quando ocupa, o órgão perde justamente o que é mais difícil de reconstruir.
A equipe própria guarda três coisas que nenhum time contratado traz pronto:
- Conhecimento do negócio. Quem está na casa sabe por que uma regra existe, qual exceção a norma permite e qual setor reclama quando o sistema muda.
- Decisão. Prioridade, aceite e rumo dos sistemas são responsabilidade de quem responde pelo órgão.
- Continuidade. Contratos começam e terminam. A equipe permanece.
O squad entra onde falta mão de obra qualificada: executar as demandas da área, levar adiante a evolução dos sistemas do órgão, abrir frente em um projeto novo, cobrir um perfil que o time não tem.
A divisão fica simples. A equipe define o quê e o porquê. O squad aumenta a capacidade de fazer.
Essa parceria só funciona se o conhecimento circular nos dois sentidos. No começo, a equipe passa o contexto ao squad. No fim, o squad devolve o que construiu, documentado e explicado. A transferência de conhecimento fecha o ciclo: quando o contrato acaba, o que foi feito continua compreensível para quem fica.
Sinais de que a área de TI precisa de um squad
Nem toda fila longa pede um time externo. Às vezes o problema é de prioridade, e não de gente. Alguns sinais, porém, apontam para falta de capacidade:
- A fila cresce mais rápido do que anda. Entram mais pedidos do que saem entregas, e a equipe já trabalha no limite. Repriorizar não resolve: só troca o que fica parado.
- Um projeto novo foi aprovado, mas ninguém tem tempo para ele. A equipe sustenta o que já existe e não consegue abrir outra frente sem abandonar a atual.
- Falta um perfil no time. Sem QA, defeitos voltam depois da entrega. Sem DevOps, cada publicação é manual e tensa. Sem UX, as telas funcionam, mas o usuário não entende.
- A equipe só apaga incêndio. Correções urgentes consomem o tempo que iria para evoluir os sistemas, e as melhorias pedidas há muito tempo nunca começam.
Quando dois ou mais desses sinais aparecem juntos, vale discutir o reforço da equipe de TI antes que a fila passe a definir a agenda da área.
Quando o problema pede um sistema, e não um time
Squad é a resposta certa quando o trabalho é contínuo. Há situações em que não é.
Se a necessidade é uma solução específica, com começo e fim claros, a área precisa de um produto, e não de capacidade. Pense em um processo que hoje roda em planilha e precisa virar sistema: dá para definir o escopo antes, aceitar o resultado ao final e encerrar. Manter um time rodando depois disso não faz sentido.
Um teste prático ajuda a decidir. Tente escrever o que precisa estar pronto no final. Se a lista cabe em uma página e não muda toda semana, você está descrevendo um sistema. Se a lista é a própria fila, e ela se renova sempre, você está descrevendo um squad.
Para entender o outro lado dessa fronteira, vale ler o que é um sistema sob demanda e ver como funciona a criação de sistemas sob medida.
O que perguntar antes de contratar um time externo
Qualquer que seja o fornecedor, algumas perguntas separam um reforço que funciona de um contrato que só acrescenta gente.
Quem coordena o time no dia a dia?
A resposta define a modalidade. No squad completo, a coordenação técnica fica com o fornecedor e a área acompanha a entrega. Na alocação de profissionais, as pessoas entram no time do órgão e seguem a gestão que já existe. Na fábrica de software, o trabalho é contratado por demanda, com escopo e aceite definidos para cada pedido.
Nenhuma é melhor em absoluto. O que importa é a área saber se tem estrutura para coordenar ou se precisa que alguém faça isso por ela.
Quais perfis a demanda pede?
Olhe para a fila antes de olhar para a proposta. Se boa parte dos pedidos trava em teste, publicação ou interface, contratar só desenvolvimento repete o gargalo. Um bom fornecedor monta o time a partir da demanda e explica por que cada perfil está ali.
Como o trabalho será acompanhado?
Pergunte o que a área vai receber ao fim de cada ciclo: o que foi entregue, o que ficou pendente e o que entra depois. Planilha de horas não mostra progresso. Entrega que dá para revisar mostra.
Vale saber também quem é o ponto de contato técnico do fornecedor e o que acontece com o planejamento quando surge uma urgência.
O que fica documentado no fim?
Todo contrato termina. Pergunte desde o início o que fica com o órgão: código, documentação, decisões de arquitetura registradas e sessões de repasse para a equipe. Resposta vaga aqui é sinal de que o conhecimento vai embora junto com o time.
Por qual via o órgão vai contratar?
No setor público, a via de contratação define quem pode atender, e vale conferir isso cedo. A Evo Tech atende por adesão (carona) a uma ata de registro de preços de terceiros ou como subcontratada de uma integradora que já tem contrato vigente com o órgão, quando o instrumento permite.
A Evo Tech monta o squad a partir da demanda, em modelo remoto ou híbrido, com perfis de desenvolvimento, QA, DevOps, produto e design. Nossos profissionais já atuaram em órgãos do setor público federal e em organismos internacionais, e chegam ao time acostumados aos requisitos que o setor cobra, como acessibilidade eMAG e WCAG e adequação à LGPD. Veja como a Evo Tech monta um squad de TI.